segunda-feira, 24 de junho de 2013

10 ANOS DO CEFRAN

 Herbert José de Souza, o Betinho, nasceu no dia 3 de novembro de 1935, na pequena cidade mineira de Bocaiúva. De uma infância e adolescência marcada pelos limites impostos pela hemofilia e tuberculose, soube apropriar-se daquele fio de vida que lhe restava. 

Transformou sua fragilidade física em grandeza de humildade. Buscou a vida de forma intensa para si e para os outros, particularmente para os excluídos da sociedade. Seu humor e sua ironia juntavam-se a uma forte indignação diante da mínima injustiça.

Ele afirmava que a democracia não é um modelo ou uma estrutura acabada; é algo que constantemente deve ser sonhado, imaginado ou recriado. A busca de ser livre, igual, diverso, solidário e participante é um princípio que deve fermentar nosso constante sonhar e imaginar a democracia como guia de intervenção cidadãHerbert José de Souza, o Betinho, nasceu no dia 3 de novembro de 1935, na pequena cidade mineira de Bocaiúva. De uma infância e adolescência marcada pelos limites impostos pela hemofilia e tuberculose, soube apropriar-se daquele fio de vida que lhe restava. 

Transformou sua fragilidade física em grandeza de humildade. Buscou a vida de forma intensa para si e para os outros, particularmente para os excluídos da sociedade. Seu humor e sua ironia juntavam-se a uma forte indignação diante da mínima injustiça.

Ele afirmava que a democracia não é um modelo ou uma estrutura acabada; é algo que constantemente deve ser sonhado, imaginado ou recriado. A busca de ser livre, igual, diverso, solidário e participante é um princípio que deve fermentar nosso constante sonhar e imaginar a democracia como guia de intervenção cidadã. 

Betinho apostou na cidadania. Investiu nos movimentos sociais e nos grupos comunitários, nos comitês de cidadania, nas associações e organizações civis de todo o tipo, nas manifestações culturais e artísticas como escolas de cidadania. 

O maior desafio deixado por Betinho talvez seja a capacidade de indignar-se e reagir frente às injustiças e exclusões. Sem sombra de dúvida, Betinho foi um grande lutador. Lutou pela vida antes de tudo; pela sua própria vida e a de todos nós A trajetória de militância de Betinho começa na adolescência quando participa da JEC (Juventude Estudantil Católica), em Belo Horizonte.

Cronologia de uma vida de lutas

·                                 Participa da JUC (Juventude Universitária Católica) e da UNE (União Nacional dos Estudantes).
·                                 Em 1962, formado em sociologia, atuou na coordenação e assessoria do Ministério da Cultura, difundindo o projeto de alfabetização de adultos de Paulo Freire e na Superintendência da Reforma Agrária. Também atuou na Comissão Econômica para América Latina (Cepal), da ONU.
·                                 Em 1994 atuou na resistência ao Golpe Militar.
·                                 Em 1971 partiu para o exílio no Chile onde foi assessor do presidente Salvador Allende. Morou no Canadá e no México. Sempre atuou pela democratização do Brasil e trabalhou para a ONU (Organização das Nações Unidas).
·                                 Em 1979, com a anistia política, retorna ao Brasil.
·                                 Em 1980 ajudou a fundar o Instituto de Estudos da Religião (ISER) e o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas).
·                                 Em 1986 colaborou na fundação da Abia (Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS). Foi nesta época que contraiu Aids por infusão de sangue no tratamento da hemofilia.
·                                 Em 1990 organizou o Movimento Terra e Democracia, que defendia a Reforma Agrária.
·                                 Em 1992 integrou a liderança do Movimento pela Ética na Política, que culminou na criação da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, que ficou mais conhecida como Campanha Contra a Fome. Porém, os horizontes de Betinho sobre cidadania eram amplos e a Ação da Cidadania buscava a conquista de políticas públicas para enfrentar as cruciais questões da educação, saúde, habilitação e segurança.
·                                 Em 09 de agosto de 1997 falece Betinho, um imortal lutador da causa da cidadania e da solidariedade.

'Mudar o país', por Herbert de Souza, o Betinho

domingo, 21 de abril de 2013

NOTICIÁRIO




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MACEIÓ – As belezas naturais, culturais e históricas são os atrativos de Maceió, capital de Alagoas. Com 40 km de litoral e 22 km de lagoa e canais, a cidade consegue equilibrar o desenvolvimento preservando suas paisagens naturais, apreciadas de seus barcos, mirantes e praias, como a do Francês, na foto. (http://www.turismo.al.gov.br/conhecendo-alagoas/regioes/maceio)

quinta-feira, 21 de março de 2013

A SANTA SIMPLICIDADE


Simplicidade, sobriedade, simpatia, solidariedade, serviço, sabedoria… Todos estes substantivos perpassaram a celebração da Missa inaugural do Pontificado do Papa Francisco. Antes de se dirigir à sacristia para se paramentar, o Papa circulou em carro aberto pela Praça de São Pedro. Acenou, sorriu, beijou e abraçou crianças e outros fiéis, desceu do carro e foi ao encontro do povo. Em seguida, já paramentado, dirigiu-se ao túmulo de São Pedro, em companhia dos patriarcas das Igrejas Orientais, para seu momento pessoal de prece diante da sepultura do primeiro Vigário de Cristo. No serviço ao Papa Francisco, os freis franciscanos do Monte Alverne, com hábitos e sandálias, lembrando o despojamento e a simplicidade do Poverello de Assis.
São Francisco também se fez presente na homilia do Santo Padre, ressaltado por seu amor e respeito à criação e, ao final, invocado junto a São José, o Santo do Dia, a Virgem Maria e os Apóstolos Pedro e Paulo, a quem o Papa pediu intercessão junto a Deus. Ao refletir sobre a figura de São José, o Pontífice recordou seu devotamento ao cuidar de Jesus e Maria, num cuidado que também depois se alarga à Igreja.
E o Papa Francisco?
E o Papa Francisco? Quanta esperança, quanta alegria, quanto entusiasmo já semeou no seio da Igreja nestes poucos dias de pontificado. Chegou mostrando a que veio, acolhendo os sinais da graça, reconhecendo na voz e no abraço do franciscano Dom Claudio Hummes o sopro do Espírito Santo que lhe dizia: “Não se esqueça dos pobres!” Aquela recomendação tomou a mente e o coração do Cardeal argentino, que não pensou muito e logo se lembrou da unânime figura de São Francisco de Assis.
Na escolha do nome, a marca da simplicidade expressa em seguidas ações que manifestam claramente o propósito do novo Papa: ser servo, pastor, amigo e companheiro do povo. O papa do simples e do sóbrio, de saída, dispensou o manto, o brilho e a cruz dourada à qual o Romano Pontífice até então fazia jus. Preferiu permanecer com a veste branca, simples, sem muitos enfeites ou detalhes. Não quis saber de carro oficial, de muita pompa.
Tem sido simpático, acolhedor, paciente, atencioso com quem vem ao seu encontro, como foi com os fiéis que participaram da Missa de domingo, que ele celebrou numa paróquia que se localiza dentro do Vaticano. Cumprimentou a todos, brincou com as crianças, pediu orações, beijou e foi beijado no rosto, colocou-se como um irmão. Da mesma forma ao chegar para Missa de inauguração de seu pontificado, quando desceu do papamóvel e foi ao encontro do seu povo, com sorrisos, afagos, palavras simples e carinhosas. Quantos gestos importantes e belos do nosso querido Papa Francisco. Vamos rezar pelo nosso querido Pastor. Viva o Papa Francisco! Viva São José! Viva Nosso Senhor Jesus Cristo!